Visual Basic.NET

VisualBasic: Dez Anos de Incrível Sucesso

Há dez anos, ou mais, o processo de criar uma simples aplicação baseada em Windows era um processo confuso, difícil e extremamente demorado. Antes do lançamento do Visual Basic 1.0, em maio de 1991, construir uma sofisticada aplicação em uma interface gráfica - tarefa que hoje qualquer desenvolvedor tira de letra - era tudo menos uma atividade trivial.

Com a chegada do Visual Basic, os programadores puderam, pela primeira vez, implementar aplicativos Windows em um ambiente gráfico, extremamente intuitivo, bastando arrastar controles e soltá-los sobre um formulário eletrônico. Ao permitir que tanto programadores profissionais como amadores pudessem aumentar incrivelmente sua produtividade, o Visual Basic passou a representar um novo sopro de vida no ambiente de desenvolvimento de aplicações baseadas na plataforma Windows.

Agora que comemoramos o décimo aniversário do Visual Basic, vamos fazer uma retrospectiva da revolução provocada por esta ferramenta no desenvolvimento de software e, ao mesmo tempo, projetar o que o Visual Basic ainda irá representar em matéria de inovação e produtividade nos dez anos que estão pela frente.

Nos últimos dez anos, a comunidade de usuários de Visual Basic atingiu quase que a totalidade da população de desenvolvedores em todo o mundo. Durante este período, surgiu todo um mercado de fornecedores de componentes, sedimentando-se em torno deste único produto. Este fato, somado à facilidade de desenvolvimento de aplicações Windows, transformou-se no principal fenômeno que permitiu que a Microsoft materializasse a sua visão da computação baseada em Windows.

"Thunder"

O Visual Basic 1.0 foi originalmente idealizado para ser um produto extremamente tático. A Microsoft tinha várias iniciativas de desenvolvimento que iriam resultar no Visual Basic 1.0, todas elas com a nítida intenção de transformar-se em ferramentas de programação estratégicas, gráficas, de longo prazo, e orientadas a objeto. Entretanto, como é muito comum em versões 1.0 de qualquer produto, a equipe de desenvolvimento do Visual Basic teve que abrir mão vários recursos da vasta relação de características desta ferramenta, para que o produto pudesse ser lançado dentro do prazo previsto. Como resultado, a primeira versão do Visual Basic apresentou apenas alguns poucos recursos adicionais à tecnologia do Embedded Basic já contida no Microsoft QuickBasic 4.0: o p-code da Microsoft e o compilador incremental, além do design de um Shell muito simples, originalmente licenciado para o Windows 3.0 mas nunca utilizado neste sistema operacional. Assim, aproximadamente 12 meses após o início do desenvolvimento da versão 1.0, a Microsoft lançou esta ferramenta de desenvolvimento "coringa" de codinome "Thunder" (Trovão).

Uma transformação radical

Este início aparentemente desastroso trouxe, por sua vez, um resultado totalmente inesperado: o impacto que o Visual Basic provocou no mercado foi tão expressivo, que ele transformou para sempre o cenário de desenvolvimento de software, traduzindo-se em uma verdadeira explosão no mercado de aplicativos Windows. Dez anos depois tudo parece bastante natural, mas naquela época, em que apenas um pequeno e seleto grupo de pessoas era capaz de criar uma aplicação para Windows, o Visual Basic 1.0 representou uma guinada radical no design de aplicativos e um novo raio de esperança junto à comunidade de desenvolvedores.

Inquestionavelmente revolucionário em seus recursos e em sua forma de implantação, o Visual Basic 1.0 em poucos meses espalhou-se e foi adotado por toda a comunidade de desenvolvedores. Pouco tempo depois do início do grande "boom" provocado pelo Visual Basic, um pequeno, mas forte grupo de desenvolvedores adeptos à ferramenta, começou a incluir algumas propriedades, métodos e eventos em suas próprias bibliotecas de código, disponibilizando estes recursos em forma de componentes do Visual Basic que foram chamados de VBXs ou controles personalizados. Em pouco tempo, a produção de componentes reutilizáveis expandiu-se, de um pequeno grupo especializado para um efervescente mercado de fornecedores de controles, impulsionando o Visual Basic - originalmente previsto para ser apenas mais um lançamento de software - e transformando-o no grande divisor de águas do mercado de tecnologia.

Figura 1. O ambiente de desenvolvimento do Visual Basic 1.0

Figura 1. O ambiente de desenvolvimento do Visual Basic 1.0

Apenas um ano após o lançamento da primeira versão, o Visual Basic já havia se transformado em um produto estratégico para o desenvolvimento. A própria Microsoft também começou a usar o Visual Basic internamente em uma série de projetos de desenvolvimento. Na medida em que a demanda pelo Visual Basic crescia, era natural que os desenvolvedores passassem a exigir um Visual Basic aperfeiçoado e de melhor performance. Para atender a essa crescente demanda, em novembro de 1992 a Microsoft anunciou a disponibilidade de seu Visual Basic 2.0. A segunda versão do Visual Basic, distribuída em forma de edições Standard e Professional, oferecia aos desenvolvedores melhor desempenho e mais capacidade para a criação de aplicativos maiores e mais sofisticados. Esta versão incluía suporte mais detalhado para a depuração, conectividade a bancos de dados através do ODBC e apresentava ainda algumas novas ferramentas de produtividade como a janela de Propriedades, a sintaxe de código em várias cores e suporte efetivo para a interface de múltiplos documentos (MDI -- Multiple Document Interface).

Figura 2. O browser de Propriedades do Visual Basic 2.0 e sua caixa de ferramentas expandida.

Figura 2. O browser de Propriedades do Visual Basic 2.0 e sua caixa de ferramentas expandida.

A possibilidade de desenvolvimento de aplicações de acesso a dados

Na proporção em que crescia a adoção do Visual Basic pelas empresas, tornava-se imperativo criar uma ferramenta que possibilitasse o desenvolvimento de aplicações de acesso a dados. O Visual Basic 3.0, colocado no mercado apenas seis meses após o lançamento da versão 2.0, atendia a essa necessidade, através da combinação do mecanismo de Banco de Dados do Access 1.1 com um sofisticado conjunto de controles de acesso a dados. Pela primeira vez os desenvolvedores poderiam agregar seus produtos a fontes de dados em um ambiente cliente/servidor, utilizando uma ferramenta de design ao mesmo tempo intuitiva e visual. Como complemento a esses recursos veio o DAO - Data Access Objects -, um completo conjunto de objetos que propiciava o acesso programático ao banco de dados. Adicionalmente, o Visual Basic 3.0 expandiu a amplitude das ferramentas de desenvolvimento introduzindo os Crystal Reports, um mecanismo que permite que dados recuperados possam ser apresentados sob uma grande variedade de formatos personalizáveis.

Ferramentas mais poderosas

Nos anos que se seguiram, o mercado da tecnologia da informação começou a aderir à computação de 32 bits. Os respectivos lançamentos do Windows 95 e do Microsoft Windows NT lideraram esta adoção, induzindo à necessidade de ferramentas de desenvolvimento mais poderosas que pudessem estar à altura da nova arquitetura. Nesta época, a revista Windows Watcher publicou que o Visual Basic estava instalado em mais empresas (30%) que qualquer outra linguagem de programação da história. Migrar uma base instalada tão expressiva do desenvolvimento em 16 bits para o desenvolvimento em 32 bits era uma tarefa hercúlea, mas só sua realização iria garantir a continuidade da linguagem Visual Basic e da comunidade de desenvolvedores em Visual Basic. Em setembro de 1995 a Microsoft anunciou o lançamento de sua versão de 32 bits do Visual Basic - a versão 4.0 - que ainda incluía as edições Standard e Professional, além de uma nova edição voltada a empresas e ao desenvolvimento baseado em equipes, a Enterprise Edition. Esta edição corporativa trazia uma série de novos recursos como a automação remota, o controle remoto de dados e uma versão integrada do Microsoft Visual SourceSafe para gerenciamento e configuração de versões.

Figura 3. Suporte a 32 bits no Visual Basic 4.0

Figura 3. Suporte a 32 bits no Visual Basic 4.0

As versões 5.0 e 6.0 do Visual Basic, lançadas respectivamente em março de 1997 e junho de 1998, representaram mais um significativo passo na direção de possibilitar aos desenvolvedores programar com novos níveis de desempenho nos ambientes de baixo grau de integração da Internet. Recursos como o compilador nativo de código aumentou a performance em até 2.000%. O WebClass Designer simplificou a criação de aplicações Web através de um modelo intuitivo de objeto para o servidor Web. E o DHTML Page Designer permitiu a criação de aplicações baseadas no Internet Explorer 4.0, somando a riqueza de recursos do DHTML (Dynamic HTML) à performance e produtividade do Visual Basic. Finalmente, com sua Control Creation Edition, os desenvolvedores passaram a poder criar, com grande facilidade, Controles ActiveX da Microsoft, voltados à Internet, com resultados de alta performance e amplo alcance.

A próxima geração: VisualBasic .NET

Mas o Visual Basic não parou por aí. As possibilidades desta ferramenta continuaramm a ser aprimoradas para o desenvolvedor de Visual Basic, resultando no mais recente produto da plataforma .NET, o Visual Basic .NET. Através do Visual Basic .NET, o desenvolvedor de Visual Basic ganha incríveis recursos tanto no controle como na sua produtividade. Recursos de construção de alto nível orientados a objeto tais como herança, gerenciamento estruturado de exceções e construtores parametrizados, possibilitarão transformar a programação em Visual Basic numa atividade de resultado mais elegante, fácil e de manutenção simplificada. Com acesso total ao Microsoft .NET Framework, os desenvolvedores de Visual Basic poderão, pela primeira vez, beneficiar-se desta sofisticada plataforma para criar tanto aplicações tradicionais baseadas em Windows, aplicações thin-client, como avançados serviços de Web em XML e até software para dispositivos móveis.

Figura 4. A demo Donkey .NET

Figura 4. A demo Donkey .NET , escrita em Visual Basic .NET utiliza formulários Windows com formato especial , sofisticados recursos gráficos , construções orientadas a objetos e integração com serviços Web em XML. Todos estas são características intrínsecas ao Visual Basic .NET.

Ao longo de todos estes anos, o Visual Basic partiu da posição de um simples brinquedo de aficionados em informática para uma ferramenta indispensável que continua modificando o universo da tecnologia. O Visual Basic revolucionou o modo como as pessoas interagem com a informação, a forma como nos comunicamos e a maneira como construímos aplicações.

Através de todas as mudanças operadas na tecnologia e na arquitetura de aplicações nos últimos dez anos, a comunidade de desenvolvedores de Visual Basic seguiu sua trajetória de inovações, na produtividade e na liderança no desenvolvimento de software. Embora seja interessante olhar para trás e comemorar todas as conquistas feitas pelo Visual Basic, é importante apontar para o fato que, na prática, o Visual Basic está apenas começando. Com o Visual Basic .NET, a Microsoft manifesta o firme propósito de garantir que os desenvolvedores de Visual Basic sigam tendo o necessário ferramental para continuar ocupando a inegável liderança nesta corrida para o futuro. Fica aqui um entusiasmado VIVA! para os próximos dez anos de Rapid Application Development.

Para mais informações sobre o Visual Basic .NET , acesse o site Language Enhancements.

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