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 Pela liberdade de escolha

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Pela liberdade de escolha
Publicado em: 3 de outubro de 2007
Por Roberto Prado

A discussão na comunidade de TI sobre o uso do formato Open XML é ampla. A entrada do ECMA Open XML como padrão adicional ao ODF (Open Document Format) beneficiará toda a indústria local de software, seus clientes e usuários. Muitos têm dito, em alto e bom som, que desejam ter interoperabilidade, respeito ao legado, investimento e, principalmente, possibilidade de escolha e inovação.

Arquivos baseados em XML possibilitam a leitura de quaisquer documentos no seu formato original e ajudam a integrar os processos. Também oferecem oportunidades significativas para os integradores de software (ISVs – Independent Software Vendors) criarem aplicações de alto valor.

O Office 2007, pacote de aplicativos de produtividade da Microsoft, por exemplo, já conta com o formato baseado em Open XML, que possibilita a leitura de documentos do Office 2003, Office XP e Office 2000 a partir de uma atualização gratuita. Vale ressaltar que o sistema também suporta outros formatos.

O Open XML representa um importante avanço em relação à concretização da visão do XML, pois busca oferecer a ampla interoperabilidade ao permitir que documentos sejam arquivados, reestruturados, incrementados, modificados e reutilizados de forma dinâmica.

Algumas discussões trazem comparações entre o Open XML com o ODF. É importante reconhecer que estes formatos foram criados com objetivos bem diferentes e que eles são somente dois dos muitos sistemas padrões à disposição atualmente. Cada um deles possui características ideais para determinada finalidade.

Há quem ignore o fato de que o Open XML traga avanços e benefícios para os usuários. Isso é o mesmo que limitar a possibilidade de escolha e de inovação tecnológica, por motivos comerciais. Os esforços da IBM em ter apenas o ODF como formato restringe esse direito, que é essencial para o desenvolvimento de um mercado atualizado e competitivo

Recentemente, o Grupo de Trabalho da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) fez comentários que foram objeto de consenso para o aperfeiçoamento do sistema Open XML. Acreditamos que isso represente efetivamente uma oportunidade de evolução do formato, como parte do processo natural de elaboração de qualquer especificação técnica.

Além disso, representantes de empresas brasileiras de tecnologia que atuam com soluções Microsoft (International Association of Microsoft Certified Partners) declararam que caso o Open XML fosse certificado os negócios registrariam um aumento de aproximadamente 14%. Uma possibilidade maior de atuação em conjunto com desenvolvedores de TI, mesmo entre empresas que atuam com diferentes plataformas, contribuiria para esse ganho.

Atento a isso, o estado norte-americano de Massachusetts realizou uma revisão da política que envolve seu modelo de referência técnica para empresas (ETRM – Enterprise Technical Reference Model). A intenção era permitir a colaboração da comunidade a respeito do tema, fato que resultou em mais de 460 contribuições de pessoas e organizações.

Recentemente, um estudo realizado pelo IDC (International Data Corporation) com mais de 200 organizações dos setores público e privado dos Estados Unidos e Europa comprovou que há cada vez mais interesse na implantação de documentos baseados em Open XML. O material, que tem como objetivo informar quais são os fatores que impulsionam a adoção dos padrões de documentos abertos, ressalta a importância que os entrevistados dão para a interoperabilidade entre as ferramentas de produtividade, o arquivamento de longo prazo e a facilidade de transição da base atual de arquivos para um novo padrão. A pesquisa apresentou resultados importantes como o desejo das grandes organizações em utilizar diversos formatos de documentos, a preferência dos executivos setoriais das empresas em ter sistemas múltiplos, a classificação dada ao Open XML como aquele que tem “mais poder no mercado”, se comparado aos outros formatos baseados em XML, e o prazo de um ano para sua implantação integral.

Essas informações comprovam que as empresas adotam padrões múltiplos e que essa transição das suas bases atuais de documentos é o critério mais importante para a mudança de um sistema. O estudo confirma que as organizações levam em conta um conjunto de fatores no momento de avaliar e implantar seus formatos de documentos baseados em XML.

Outra questão que merece destaque é aquela que envolve os direitos de licenciamento de patentes do padrão Open XML. Muitas pessoas têm receio de que no futuro a Microsoft venha a cobrar pela sua utilização. Vale ressaltar que o sistema é totalmente gratuito, seja em sua fase de implementação ou após o recebimento de uma certificação ISO. A “promessa de especificação aberta” praticada pela Microsoft assegura a gratuidade no uso desse formato, que oferece a opção da interoperabilidade entre sistemas.

Os clientes querem escolha, interoperabilidade e inovação. O Open XML oferece todas essas características e também possibilita a integração de tecnologias, via tradutores, para gerar maior produtividade aos usuários.

 

Por Roberto Prado, gerente de estratégia de mercado da Microsoft Brasil

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